17 12 2018 iphan_pr4A sede do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no Paraná foi reaberta ao público nesta quinta-feira (13), após obras de restauração e da construção de um edifício anexo, com investimento total de R$ 1,8 milhão. Localizada no bairro de Juvevê, em Curitiba, a casa de madeira, construída em 1920, é um singelo exemplar da arquitetura de imigração paranaense e uma legítima expressão cultural da cidade.

A casa conta com duas galerias, para abrigar atividades culturais e oficinas de educação patrimonial. O novo edifício anexo abriga o acervo bibliográfico, fotográfico e audiovisual e uma biblioteca especializada no campo da preservação do patrimônio cultural aberta a consulta pública, além de salas de escritório para os setores técnico e administrativo.

Construída pelo major Domingos Nascimento Sobrinho, é um dos mais importantes exemplares da arquitetura paranaense. Localizada originalmente no bairro do Portão, foi adquirida pela então SPHAN-Pró Memória em 1984 e transladada para um terreno no bairro do Juvevê, cedido pela prefeitura de Curitiba. No lugar da casa, foi erguido um edifício de seis andares. A instalação da Superintendência do Iphan possibilitou a salvaguarda desse exemplar da arquitetura de madeira. O processo de translação foi iniciado após minucioso levantamento arquitetônico, documentação fotográfica e numeração de todas as peças componentes do edifício.

Casas de madeira de Curitiba

Curitiba possuía uma floresta de araucárias que ocupava grande parte de seu território, fornecendo madeira com características adequadas à construção. A partir da metade do século XIX, o governo do Paraná adotou uma política de ocupação do território, com o estímulo à vinda de imigrantes europeus a pequenas propriedades de terra. Surgiram as colônias nos arredores de Curitiba, em especial de alemães, italianos e poloneses. A grande diversidade de culturas e costumes dos imigrantes trouxe também novas técnicas de construir as suas moradias.

No final do século XIX, o baixo custo, a abundância de matéria prima e a instalação de inúmeras madeireiras devido à intensificação e à mecanização da exploração das florestas de araucária propiciou a padronização do corte de elementos utilizados na construção de casas, tornando popular a arquitetura em madeira no Paraná e em sua capital.

Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Ministério da Cultura

 

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